segunda-feira, junho 07, 2004

INFORMÁTICA ETC
Rio, 07 de junho de 2004

Internet em banda larga: o DSL está com a corda toda
Elis Monteiro

Tortura chinesa. Sim, navegar na internet usando o tartarúrgico dial-up é um sofrimento, mais ainda quando se tem a experiência de navegar em altas velocidades. Parece que os usuários de internet dial-up começam, enfim, a despertar para este novo mundo em que as páginas levam menos de cinco minutos para abrir.

A última pesquisa divulgada pelo Ibope é apenas a constatação daquilo que a indústria já vem percebendo: o mercado brasileiro de banda larga tem futuro. Segundo o estudo, 29% dos usuários de acesso dial-up pretendem se livrar da tortura e adotar a banda larga nos próximos 12 meses. Oba! E tem mais: quem já usa banda larga aqui no Brasil quer fazer jus ao (ainda alto) investimento: o usuário brasileiro de conexão rápida navega mais que o americano - em média, 21 horas e 58 minutos, em comparação com as 19 horas e 8 minutos gastas mensalmente em exploração do ciberespaço nos EUA.

Além disso, o Ibope constatou que o preço é o principal empecilho para quem ainda não adotou a banda larga. Para saber disso, vamos combinar que não precisava nem de pesquisa...


Indústria está a mil diante das boas perspectivas

As previsões são otimistas. Segundo pesquisa da Point Topic, no fim de 2003 havia aproximadamente cem milhões de assinantes de banda larga no mundo. Dentro desse segmento, a área de DSL cresceu 79% no mundo e 85% no Brasil. Para o fim de 2004, espera o Yankee Group um salto de linhas ADSL de 1 milhão para 1,7 milhão. Para alimentar este mercado em ascensão, as operadoras, ao lado das fornecedoras de infra-estrutura, trabalham na criação de novos serviços, como vídeos on-demand, jogos e segurança.

Assim, fornecedoras de infra-estrutura para redes velozes criam soluções e já lambem os beiços com a expectativa de mais demanda. Entre elas, a Alcatel. Só no Brasil, a empresa é responsável por 60% das vendas de ADSL.

- No futuro, todo telefone fixo trará banda larga acoplada, e isso também para as classes C, D e E. Além dos serviços de voz, os assinantes terão acesso aos serviços de banda larga, pagando por isso o mesmo preço do telefone convencional - prevê Janio Foigel, presidente da Alcatel Brasil. - A banda larga tem cada vez mais um papel fundamental no mercado de telefonia fixa.

Enquanto a maioria dos usuários de banda larga acessa a internet a 256kbps, a empresa suíça Schmid Telecom, que atua na área de telecomunicações, anunciou uma plataforma que permitirá às operadoras oferecer aos clientes acesso com velocidades de até 2,3 megabits por segundo e realizar até oito chamadas telefônicas simultaneamente. Batizada de Pegasus, a plataforma é usada em companhias da Ásia e da Europa. No Brasil, a Schmid tem instalados 60 mil módulos xDSL.

- O produto é para atender condomínios, prédios menores ou antigos, mas pode ser usado por empresas de qualquer porte - diz Rogério Cascaes, diretor-geral da Schmid no Brasil.