segunda-feira, maio 31, 2004



São Paulo, domingo,
30 de maio de 2004
+ livros

Eduardo Giannetti da Fonseca lembra a influência de Nagel em sua formação e diz que ele pode ajudar os filósofos brasileiros a superarem seu "vício ocupacional"

Humildade analítica, arrogância dialética
Caio Caramico Soares
free-lance para a Folha

Em enquete do caderno Mais! [publicada em 11/4/1999], que pedia a alguns dos principais intelectuais brasileiros que listassem o que seriam para eles os dez mais importantes livros do século 20, Eduardo Giannetti da Fonseca pôs "Visão a partir de Lugar Nenhum", de Thomas Nagel, no topo, à frente de clássicos como "O Mal-Estar na Civilização", de Freud, e "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", de Max Weber.
Como mostra na entrevista a seguir, os motivos do economista e professor do Ibmec -que fez a revisão técnica da edição brasileira da obra- para essa escolha são muitos.

Por que "Visão a partir de Lugar Nenhum" é o livro mais importante do século 20?
Foi o livro, dentre aqueles editados no século 20, que mais me influenciou, o livro mais importante em minha formação. As questões mais interessantes da epistemologia, da ética, da filosofia da mente, da linguagem, da metafísica, da filosofia política se prestam a uma elucidação a partir desse conflito entre o ponto de vista interno do sujeito e o ponto de vista da objetividade, ou seja, a tentativa de se ver de fora, a partir de um ponto de vista neutro, impessoal.
Acho que ele conseguiu unificar as grandes preocupações da filosofia a partir de um fio subjacente, que é essa dualidade que ele elabora e que lhe permite cortar transversalmente os mais diversos temas. Nagel é um dos autores com os quais, quando o leio, me sinto diminuído, porque ele me parece de uma clareza, consistência, rigor, elegância, que eu jamais vou alcançar, ele realmente me oprime, mas ao mesmo tempo me instiga, me provoca a ser melhor.
Ele me dá essa clara sensação de quanto me falta como pensador e autor. Uma mistura de opressão e provocação intelectual. Acho Nagel o mais importante filósofo vivo hoje no mundo. Na tradição analítica, que é a de Nagel, diferentemente da tradição dialética (mais continental), a questão importa mais do que a história da idéia. Ele, por exemplo, escreveu um livro inteiro de introdução à filosofia ["What Does It All Mean", lançado no Brasil pela editora Martins Fontes com o título de "Uma Breve Introdução à Filosofia"] sem se referir a nenhum filósofo, porque ele quer mostrar para o estudante a importância do problema filosófico [em si]. Acho essa abordagem magnífica, essa é a maneira de fazer filosofia, senão você descamba para o que é o vício ocupacional do filósofo brasileiro, que é a exposição sedentária de doutrinas alheias, para usar a expressão de Mário de Andrade. O que Nagel faz é o inverso disso. O problema tem precedência sobre a história das idéias.

O sr. diz que o lançamento de "Visão a partir de Lugar Nenhum" pode marcar uma boa oportunidade para "termos uma filosofia mais esclarecida no Brasil". A seu ver, quais são as principais carências intelectuais nacionais que esse livro pode ajudar a sanar?
Sobretudo uma filosofia que se preocupe mais com problemas do que com reconstruções historiográficas. Também a questão da clareza; o filósofo tem que ser claro e saber convencer quanto à relevância dos problemas que ele traz. Uma coisa que Nagel faz -e que acho que pode inspirar um jovem a se preocupar com filosofia- é mostrar que os problemas da filosofia são pertinentes, são coisas que qualquer pessoa lúcida pode perceber por si mesma e começar a pensar, porque são coisas que importam. Para mim, como estudioso de economia, a filosofia relevante para as ciências é essa [da linha analítica], e não a continental, dialética. E há muita empáfia, muita confusão entre profundidade e obscuridade. Acho que a história da filosofia tem seu papel, é muito importante que seja feita, mas isso é diferente de filosofia propriamente dita, o historiador de idéias quer resgatar o sentido original de uma obra em seu contexto intelectual e prático.
Agora, o que nos falta no Brasil é o filósofo que tenha capacidade de enfrentar problemas filosóficos e de pensar a partir de problemas, e não de uma reconstrução historiográfica.

Como se deu seu encontro com o livro?
Eu estudei filosofia na graduação [Giannetti se formou em ciências sociais e economia na USP], mas em meados dos anos 70, no Brasil, filosofia era sinônimo de filosofia continental européia, franco-germânica. Estudei muito Marx e, para entender Marx, Hegel. Eu era marxista, na minha geração não havia como não ser marxista, todos nós disputávamos para saber qual era o verdadeiro e ortodoxo marxista. Ao ir para a Inglaterra, li três vezes mais filosofia do que economia, mas percebi que, todos os autores que eu tinha estudado aqui na minha juventude, era como se não existissem. A própria Escola de Frankfurt, o objeto de minha grande admiração então, não era lá nem considerada filosofia, mas sim sociologia.
Lá havia uma outra tradição, que eu desconhecia quase por completo, que era a filosofia analítica. Para justificar minha existência acadêmica lá, tive que recomeçar do zero e começar a estudar, aprender e até participar dessa abordagem. Descobri Nagel nessa época, mas o li com mais afinco depois de escrever "Vícios Privados, Benefícios Públicos" (1993). A presença de Nagel já é muito forte em "Auto-Engano" e em "Felicidade" [ambos lançados pela Cia. das Letras].

É correto dizer que Nagel preenche, em seu desenvolvimento intelectual pessoal, um papel estratégico de intermediação entre o rigor argumentativo da filosofia analítica e os grandes temas da tradição crítico-dialética (em que o sr. se criou), até mesmo do romantismo, por exemplo quando ele denuncia os excessos da ciência moderna?
Os filósofos dialéticos, da tradição hegeliana, e o próprio Marx olham para a ciência com uma arrogância, um ar de superioridade, como se os cientistas fossem meros empiristas, positivistas. Hegel, na "Filosofia da Natureza", se dá ares de que entende mais de física do que Newton. Na tradição analítica, olha-se com humildade para a ciência e busca-se aprender o que a ciência pode oferecer para a reflexão filosófica. O filósofo não se põe num pedestal olhando para os meros cientistas como se fossem ratinhos de laboratório que não sabem muito bem o que estão fazendo e pensando.
Nagel de novo aí tem uma posição muito interessante. Ao mesmo tempo em que respeita enormemente as conquistas do pensamento científico, ele mostra os seus limites, o que nós podemos esperar da ciência. E ele acaba mostrando que as questões que mais nos importam a ciência jamais nos responderá, são as perguntas acerca do sentido, do bem, do que importa. Mas não se coloca naquela posição frankfurtiana de olhar para os cientistas como se fossem bebês incapazes de dar um passo sem tropeçar.

Mas Nagel denuncia o "cientismo"...
Sim, ele critica o cientismo, isto é, transformar a ciência em fé e dogma, a idéia de que a ciência vai dar respostas para as perguntas da filosofia. Eu resumiria a posição de Nagel dizendo que não há nada mais irracional do que ignorar os limites da racionalidade. Há uma interioridade no mental que é diferente da interioridade do cérebro dentro da caixa craniana. E a ciência é constitutivamente incapacitada para lidar com essa interioridade do sujeito. Esse é o irredutível da experiência humana. E ele é o que mais importa, é nesse plano que nossa vida transcorre. Ele dá até um exemplo, em "Uma Breve Introdução à Filosofia": imagine uma pessoa comendo chocolate -e tudo o que o chocolate significa para ela, em termos de ressonâncias, de memória, de associações subjetivas- e um cientista que queira ter uma "visão científica" do cérebro sob o estímulo do chocolate.
Imagine se um cientista consegue abrir, lamber esse cérebro e sentir o gosto de chocolate; o gosto de chocolate que ele vai sentir não é o mesmo da pessoa, é apenas um gosto de chocolate que o cérebro da pessoa tem enquanto ela como chocolate. E há um poema de um heterônimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos ["Tabacaria"], que diz: "Come chocolates, pequena;/ Come chocolates!/ Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates./(...) Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!". É exatamente a mesma coisa que Nagel diz!

domingo, maio 30, 2004


São Paulo, domingo,
30 de maio de 2004

Micro/Macro

Einstein, ícone da ciência
Marcelo Gleiser
especial para a Folha

Ninguém ficou muito surpreso quando a revista norte-americana "Time" elegeu Einstein a "Pessoa do Século". Afinal, ele já havia aparecido na capa da revista cinco vezes, mais do que qualquer outra pessoa. Mesmo assim, muitos acharam um absurdo um cientista ter sido escolhido, em meio a tantos candidatos. Por que não Gandhi, Charles Chaplin, Winston Churchill, Picasso, John Lennon? Tenho certeza de que o leitor poderia encher esta coluna com seus candidatos.

Mas foi Einstein o escolhido, um físico teórico cuja obra científica é compreendida por poucos especialistas. Todo mundo associa Einstein à famosa fórmula E=mc2 e sabe que sua teoria da relatividade demoliu os conceitos de espaço e tempo absolutos, criando uma nova visão de mundo, em que diferentes observadores, em movimento relativo, têm percepções distintas da realidade.

O que poucos sabem é que a teoria busca justamente relacionar as percepções de diferentes observadores, mostrando como eles podem comparar suas medidas sem conflitos. A teoria é, na verdade, uma teoria de absolutos: as leis da física independem da percepção particular de observadores em movimento relativo. Elas são as mesmas para todos.

O que a teoria da relatividade faz é dar voz a cada observador, mostrando que sua percepção da realidade é perfeitamente válida e equivalente à de outros. Ela democratiza a percepção do real.

Einstein levou essa democratização para além da física. Pacifista, renunciou à cidadania alemã para protestar contra sua crescente militarização. Sionista, preocupava-se com o futuro dos judeus numa Europa repleta de anti-semitismo. Acreditava que o grande mal do mundo era sua divisão em fronteiras, cada país ilhado dentro da sua. Se pudesse, ele as aboliria, junto com os passaportes.

Quando, em 1919, uma das previsões de sua teoria da relatividade geral foi comprovada -a luz de estrelas distantes é desviada ao passar perto do Sol devido à curvatura do espaço em sua vizinhança-, Einstein foi imediatamente catapultado à fama internacional.

O mundo estava se recuperando de duas tragédias, a Primeira Guerra Mundial e a terrível epidemia da gripe de 1918, que matou entre 20 e 50 milhões de pessoas. Com a realidade enegrecida, as pessoas olharam para esse decifrador dos segredos do cosmo como uma espécie de profeta, alguém que conseguiu entender a natureza como nenhum outro.

O pressuposto esoterismo de suas idéias, lidando com espaço e tempo, com a velocidade da luz e a cosmologia, o átomo e suas propriedades, certamente contribuiu para tal. O cientista tornou-se profeta, ao mesmo tempo humano e semidivino.

Em uma capa da "Time" de 1979, o centenário do seu nascimento, o rosto de Einstein aparece em "close", circundado de galáxias e estrelas. A imagem o mostra envelhecido, sábio, olhos profundos e tristes, alguém que vislumbrou os segredos mais profundos e que sofreu com os males do mundo. Como contraste, a capa de 1946 mostra também o rosto de Einstein, mas atrás dele se vê uma nuvem em forma de cogumelo típica de uma explosão nuclear, com a fórmula E=mc2 escrita em meio à fumaça. Ou seja, logo após a Segunda Guerra, que terminou com as explosões nucleares em Hiroshima e Nagasaki, Einstein aparece como responsável pelo uso da ciência para fins destrutivos. Um pulo grande, disso até a pessoa do século! A participação de Einstein na construção da bomba foi praticamente inexistente. Ele escreveu uma carta ao presidente Roosevelt em 1939, sugerindo que os EUA iniciassem estudos sobre a produção de bombas antes que os nazistas o fizessem.

A famosa fórmula, que descreve parte das transformações de energia que ocorrem no núcleo atômico, foi proposta completamente fora do contexto de uma bomba e não é usada em sua construção. Mas como é sempre muito mais fácil culpar alguém do que entender o que de fato ocorreu, a mídia achou o seu bode expiatório.

Imagino como Einstein, que morreu em 1955, deve ter se sentido ao ver sua imagem usada desse modo. Talvez a capa de 1979 e a eleição dele como pessoa do século tenham sido a forma de a revista se desculpar por seu sensacionalismo em 1946. Um pouco tarde demais, mesmo em tempo relativo.



--------------------------------------------------------------------------------
Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"

sexta-feira, maio 28, 2004

Entrevista
--------------------------------------------------------------------------------

Folha Dirigida,
27/05/2004 - Rio de Janeiro RJ

Mais do que Reforma universitária, um novo ensino superior
Renato Deccache

Enquanto o Ministério da Educação não sinaliza com diretrizes mais precisas sobre os rumos da reforma universitária, começam a surgir, no meio educacional, as mais variadas propostas de reformulação do sistema. Uma das mais polêmicas e radicais é a do presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação, Edson Nunes. O conselheiro propõe que a formação universitária deixe de lado conteúdos profissionalizantes e priorize habilidades básicas para o mundo do trabalho, como a boa escrita, oratória, domínio de uma língua estrangeira e do uso das tecnologias, entre outras. "Com este conjunto de habilidades, o sujeito desempenha 90% do que se chama de profissões modernas", defende Edson Nunes, complementando que a formação na carreira deveria ser feita sob a forma de pós-graduação. O educador também defende a criação de dois tipos de instituições de ensino superior. Nas universidades, seria reunida a nata da produção acadêmica do país. Já nas faculdades, a formação teria um enfoque profissionalizante, destinado a absorver a massa de estudantes que saem do ensino médio. Nesta entrevista à Folha Dirigida, Edson Nunes detalha suas propostas para as mudanças na educação de nível superior no país, fala sobre os sistemas de avaliação, qualidade do ensino e assinala que o MEC não foi prudente ao passar para a Secretaria de Ensino Superior a prerrogativa de analisar os processos de abertura de cursos universitários. "Tendo em vista a fragilidade dos quadros técnicos do estado brasileiro, todo o sistema de pressão da sociedade vai se transferir para a burocracia, ou seja, para os ombros de poucos servidores. E isso talvez tenha impacto sobre a transparência das avaliações", alerta. Leia a entrevista:

Folha Dirigida - Em artigo de sua autoria, já publicado na FOLHA DIRIGIDA, o senhor afirma tratar-se de um equívoco chamar a reforma do ensino superior de reforma universitária. Por quê?
Edson Nunes - Acho que o governo deveria deixar de chamar isso de reforma universitária e trabalhar com a idéia de reforma da educação superior. Porque educação superior é muito mais do que universidade. Compreende cursos curtos, longos, de tecnólogos, noturnos, diurnos... A educação superior é muito diversa. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais da metade dos alunos matriculados em educação superior estão em cursos curtos, de dois anos. É preciso também ter mais cursos profissionalizantes de um lado e desprofissionalizar a educação superior como um todo.

Folha Dirigida - O que seria desprofissionalizar a educação superior?
Edson Nunes - No mundo de hoje, a maior parte do trabalho em qualquer profissão envolve algumas habilidades básicas: falar e escrever muito bem; fazer apresentações verbais muito bem feitas, com começo, meio e fim; ser capaz de preparar relatórios; ser versado no uso da tecnologia; ter boa capacidade de raciocínio lógico quantitativo; ter uma iniciação científica; e, certamente, falar e ler muito bem uma segunda língua. Com este conjunto de habilidades, o sujeito desempenha 90% do que se chama de profissões modernas. Portanto, se a universidade fosse desprofissionalizada, ela permitiria que educássemos os estudantes nestas competências. E, além do mais, ensinaríamos o que está faltando, que é o peso da formação histórica e cultural da humanidade, Ciências Sociais e Ciências.

Folha Dirigida - E com relação aos conhecimentos específicos das carreiras?
Edson Nunes - Os alunos poderiam aprender a parte de habilidades básicas entre 18 e 21 anos, e, a partir daí, escolher qualquer profissão. Com uma faculdade nestes moldes, aprende-se, por exemplo, Jornalismo em um ano e meio, em um curso intenso de pós-graduação; Direito poderia ser feito, em dois anos, também como pós-graduação. Precisamos desprofissionalizar a educação superior, porque estamos transformando nossos estudantes em analfabetos funcionais.

Folha Dirigida - Quais as vantagens de um ensino superior nestes moldes?
Edson Nunes - Sabe-se, hoje, que a pessoa vai mudar de profissão ao longo da vida por quatro ou cinco vezes. Portanto, é preciso estar preparado para uma vida permanente de aprendizado. Universidade é para dar ensino universitário e não profissional. Mas precisamos também de faculdades que ensinem outras profissões como para-médico, por exemplo, com tempo de formação mais curto para que, depois, se os estudantes quiserem uma formação universitária, eles possam entrar em uma universidade. Mas, se o Brasil não tomar esta providência dos conteúdos, a reforma da educação superior não terá sido feita. Um relatório da Universidade de Havard diz o seguinte: em uma era de profissionalização progressiva, Havard está convencida de que o ensino universitário não pode ser profissional.

Folha Dirigida - O que mais precisaria mudar na educação superior?
Edson Nunes - Carga de aulas. Nossos alunos estudam ridiculamente pouco. O Brasil está incapacitando sua elite para a era de economia do conhecimento. Cerca de 70% ou mais dos estudantes brasileiros têm aula à noite e trabalham durante o dia. Como o ano tem 200 dias letivos e à noite, a carga horária por dia é de, em média, de três a quatro horas, então, teríamos entre 600 e 800 horas/aula. No sistema de intercâmbio estudantil europeu, estuda-se, em média, de 1.500 a 1.600 horas. Ou seja, o dobro do Brasil. Um bacharelado de quatro anos aqui equivale a um curso de dois anos na Europa ou nos Estados Unidos. Existe ainda um terceiro objetivo fundamental para esta reforma, que é estabelecer um padrão de qualidade e excelência de ensino.

Folha Dirigida - Como isso poderia ser feito?
Edson Nunes - A educação superior brasileira precisa ter sim um padrão de excelência e qualidade, para que as instituições de ensino superior possam construir seus cursos de acordo com estas referências. O tempo de estudo, por exemplo, deveria ser o mesmo dos padrões europeus: de 1.500 a 1.600 horas. E a responsabilidade pela implementação deste padrão deveria vir das instituições públicas. Também não considero viável simplesmente aumentar a oferta de vagas nestas instituições de educação superior de excelência. Neste caso, tem-se que elitizar academicamente as instituições públicas.

Folha Dirigida - Mas, diante desta proposta de elitizar o acesso ao conhecimento acadêmico, o que fazer, então, com a massa de jovens que se forma a cada ano? Afinal a formação de nível superior deste contingente também seria interessante para o país.
Edson Nunes - Temos que ter a coragem de criar, em nosso sistema, instituições de elite acadêmica, que seriam as universidades, e instituições de ensino superior de massa, que seriam as faculdades. Não se trata de ser contrário à ampliação do acesso ao ensino superior. Mas, para isso, é preciso adotar medidas, como ampliação da oferta de vagas em cursos noturnos, abertura de créditos educativos, entre outras medidas.

Folha Dirigida - Então, seria o caso de se criar, no setor público, instituições que abrigariam a elite acadêmica do país, com uma carga horária mais extensa, e outras que teriam um ensino menos complexo, capaz de absorver uma massa de pessoas que buscam apenas formação profissional...
Edson Nunes - É isso. Então, chegamos ao quarto ponto fundamental desta reforma do ensino superior, que é a diversidade. As pessoas não são diversas? Como o sistema tem que ser igual? Em um grupo, haveria instituições que formariam para o mercado de trabalho, propiciando à economia, mão-de-obra especializada. O outro, seria composto por instituições do porte de uma USP, Unicamp, UFRJ, UFMG, por exemplo, que seriam instituições de ponta no âmbito da pesquisa e seriam referência de um padrão de formação acadêmica mais robusto, mais consistente.

Folha Dirigida - Neste tempo em que o senhor integra o Conselho Nacional de Educação, qual avaliação faz da atuação do órgão?
Edson Nunes - Quando entrei no conselho, há dois anos, ele já havia passado por uma modificação muito grande na sua função característica dos anos anteriores. Ele tinha um volume de processos de abertura de faculdades e cursos enorme, como se o CNE, de fato, fosse um órgão cartorial. Com a modificação, só os processos de cursos de Psicologia, Medicina, Odontologia e Direito, que são profissões reguladas por lei, passaram a ir para o conselho. Isto diminuiu um pouco a carga de trabalho, mas ele ainda cuida do credenciamento e recredenciamento dos Centros Universitários, de recursos variados e de muitas demandas da própria sociedade. Além do pouco tempo útil para cuidar de muitos aspectos que estão afeitos a ele, o conselho tem pouca infra-estrutura de pessoal e estrutura técnica. Não há uma assessoria jurídica, nem assessores técnicos que trabalhem na análise dos processos. Se o conselho fosse mais bem equipado em termos de pessoal e recursos técnicos, talvez pudesse ter tido uma atuação mais decisiva nos aspectos mais amplos e doutrinários da política educacional.

Folha Dirigida - O senhor disse, no início, que o Conselho passou a cuidar dos processos de abertura de apenas quatro profissões. Então, quem ficou responsável por avaliar os processos de abertura de outros cursos?
Edson Nunes - A Secretaria de Ensino Superior (Sesu). Alguns dizem que esta mudança foi boa e, outros, que foi ruim. Já na época da mudança, eu dizia que o governo cometia uma enorme imprudência ao transferir para a burocracia da Sesu todo um peso e uma dinâmica processualística para a qual o governo não está preparado. Mas, tendo em vista a fragilidade dos quadros técnicos do estado brasileiro, todo o sistema de pressão da sociedade vai se transferir para a burocracia, ou seja, para os ombros de poucos servidores. E isso talvez tenha impacto sobre a transparência das avaliações.

Folha Dirigida - Como tem sido a avaliação dos processos por parte da Sesu?
Edson Nunes - Seria necessário haver um pouco mais de capacidade técnica na Sesu para analisar os relatórios. Eles têm vindo muito a seco. É como se viesse diretamente do campo para o CNE. A rigor, o que se sabe numérica e quantitativamente é que, de fato, quem fez a expansão foram os avaliadores que foram a campo. A Sesu e o CNE acompanharam, mais de 95% das vezes, as recomendações de quem foi a campo. Portanto, se não há um sistema de acompanhamento e filtragem do trabalho de campo, transfere-se a política pública para o avaliador.

Folha Dirigida - Quando o CNE cuidava da avaliação dos processos de abertura de cursos em todas as áreas, até havia o acúmulo de trabalho, mas a avaliação estava sob a responsabilidade de educadores de projeção nacional. E, hoje, esta avaliação está, como o senhor disse, nas mãos de uma burocracia, que não tem o mesmo histórico dos conselheiros. Isto, de alguma forma, pode comprometer a transparência neste processo de aprovação?
Edson Nunes - Não. Primeiro, porque a avaliação ainda continua sendo feita por profissionais da vida acadêmica. São professores, mestres que vão a campo fazer a avaliação. Alguns dos participantes da Sesu são pessoas que condensam a memória dessa área. A despeito disso, sempre que se tratar de qualquer burocracia no mundo, em que os processos circulem por muitas mesas, muitas salas, há o risco eles não sejam controlados a cada passo. Até porque a burocracia não foi desenhada para ser transparente, e sim para ser eficiente, hierárquica. Em verdade, o governo brasileiro ainda não entendeu que transformou o MEC em um ministério da área econômica.

Folha Dirigida - O que o senhor quer dizer com isto?
Edson Nunes - O MEC não é mais só um ministério da área educacional. E não preparou-se para funcionar como um ministério da área econômica. No Ministério da Fazenda, vê-se uma estrutura para lidar com lobby, com pressão e uma equipe técnica e de recursos humanos já acostumada a lidar com o mundo da economia. Então, faz-se do MEC um ministério da área econômica. Dá-se a ele atribuições que são de mercado: regular e autorizar o setor econômico privado, acompanhar seus processos decisórios, avaliar suas condições de trabalho. Esse é um setor que, hoje, movimenta mais de R$12 bilhões por ano. É um setor econômico. Só que esqueceram de avisar ao MEC que, quando se resolveu expandir o ensino superior brasileiro através do setor privado, criou-se uma indústria nascente. Com isso, o MEC virou uma agência regulatória de um setor econômico que não é tratado economicamente, mas só educacionalmente. E há uma esquizofrenia estrutural na política pública brasileira em relação a isso. Acho que isso está longe de ser resolvido porque há um mito ideológico no Brasil, que não se pode tratar o setor educacional como se fosse um setor econômico.

Folha Dirigida - Como se poderia tratar a educação como um setor econômico sem fazer o setor educacional perder a sua essência em relação ao desenvolvimento do capital humano do país?
Edson Nunes - Quando a educação não é tratada como um setor econômico, não se regulam os compromissos econômicos das entidades, das mantenedoras. O ideal é criar alguma maneira de se acompanhar o orçamento destas organizações, de forma a garantir que elas cumpram os objetivos educacionais a que se comprometeram e que foram aprovados pelo MEC. Por exemplo, há, aparentemente, uma crise no setor privado de educação no Brasil. E eu digo que é muito menos uma crise no setor privado e muito mais de mantenedoras. É muito mais uma crise de gestão do que acadêmica. E essa crise tem resultado em uma baixa taxa de compromisso com as responsabilidades frente ao corpo docente das casas. E o governo não faz nada sobre isso. Não há uma instância regulatória que diga o seguinte: o compromisso com o corpo docente, com os pesquisadores, é a essência do compromisso educacional.

Folha Dirigida - O que o senhor quer dizer quando afirma que a crise a educação superior privada no país ocorre, sobretudo, na área da gestão?
Edson Nunes - A crise tem várias dimensões. Uma delas, freqüentemente citada, é a da inadimplência. A competição tem criado parte da crise, pois instituições já muito poderosas conseguem participar do mercado de uma forma mais abrangente e intensa, dificultando muito a vida das que não podem competir. Além disso, as empresas educacionais são freqüentemente familiares. É um mercado fraco e tecnicamente mal preparado. Ou seja, empresas familiares com gestão às vezes não muito sofisticada fazem com que a crise gerencial se apresente muito evidente nestas organizações mais tradicionais. Mas certamente vai haver um ajuste com o fechamento de algumas e fusão de outras, o que irá resultar em um brilho gerencial mais adequado a estas organizações para se entar em uma fase mais competitiva.

Folha Dirigida - Como o senhor avalia a posição do atual governo com relação à expansão do ensino superior privado?
Edson Nunes - No governo atual, a posição é ambígua. No outro governo, a meta era expandir mesmo. E qual foi a estratégia adotada? Como já se sabia que não seria possível dar conta de avaliar, em moldes ideais, todo o sistema, fez-se um Provão, que avaliava quem deixava a universidade e entregava-se o controle para a sociedade. Foi uma estratégia inteligente. O governo percebeu que não dava conta do recado, expandiu, fez o Provão e divulgou o resultado através da imprensa. Assim, ele virou um mecanismo de controle. Aliás, ele foi muito menos um mecanismo educacional do que um coadjuvante de política regulatória do governo passado. Como o Provão foi condenado por não ser um bom instrumento educacional, deixou-se de perceber que ele tinha uma função estratégica. Ele era um dos braços regulatórios do governo passado para cuidar da expansão.

Folha Dirigida - E hoje, o que funciona como este braço regulatório?
Edson Nunes - Hoje, ainda não funciona. Quando o Sinaes estiver montado, ele vai produzir relatórios, cadastros, publicações e divulgações sobre os resultados das avaliações das casas, que permitirá que a sociedade acompanhe. Dificilmente se conseguirá um instrumento tão mercadológico, tão valioso do ponto de vista do marketing como o Provão.

Folha Dirigida - Até que ponto é válido que, em um instrumento de avaliação de cursos superiores, predomine este aspecto regulatório e de marketing?
Edson Nunes - Apesar de o uso político do Provão ter sido mais intenso que o uso educacional, ele teve um impacto positivo sobre o setor educacional. As instituições privadas tiveram que se aperfeiçoar e buscar melhores conceitos. O Sinaes tem o desafio de responder à demanda de uma avaliação capaz de apresentar à sociedade informações sobre a qualidade do ensino e, ao mesmo tempo ser, no aspecto educacional, um eficiente instrumento de avaliação. Espero que consiga, pois ele é um sistema mais complexo. O problema é que quando se pensa nestas formas muito sofisticadas, não há estrutura suficiente. Uma das virtudes do Provão era a simplicidade. Haveria como corrigir alguns erros, mas a solução atual não foi de acabar com o exame de saída. Apenas, o que se tenta é melhorar sua avaliação, inserindo uma prova também no começo, para se saber o quanto as universidades agregaram de valor aos estudantes.

Folha Dirigida - Como o senhor avalia esta mudança?
Edson Nunes - Concordo. Não se conhece o valor agregado mesmo. Afinal, não se pode dizer que uma faculdade que tirou E seja, necessariamente, ruim. Ela pode ter agregado mais conhecimento a um aluno do que uma que ficou com conceito A porque o aluno dela já era nota A. O problema é que, quanto mais complexa for a solução, mais dificuldade operacional vai existir.

Folha Dirigida - Em temas de destaque no cenário educacional, como a reforma universitária ou a reserva de vagas, o Conselho Nacional de Educação tem tido uma participação efetiva nas discussões?
Edson Nunes - Não, não tem participado. Mas vai ser obrigado a participar disto e a criar um sistema de audiência à sociedade e à comunidade técnica para se posicionar sobre isso. O conselho não tem participado até porque se trata de uma política de um governo eleito e o CNE se vê muito mais como um órgão de Estado do que um órgão de governo.

Folha Dirigida - O senhor disse que não houve participação do CNE nas discussões. Isto ocorreu somente por ser uma questão conjuntural ou pela falta de diálogo com o MEC?
Edson Nunes - Com certeza, pela falta de diálogo com o MEC. Em segundo lugar, o conselho considera que as questões de natureza legal devem ser resolvidas no Congresso. O CNE não é um órgão de representação, nesse sentido. Agora, no que se refere ao diálogo com o MEC, desde o governo passado, passando por este, o Estado brasileiro ainda não se resolveu muito bem, do ponto de vista institucional, qual é a sua relação com o conselho. A relação com o colegiado, desde sua recriação, diria que ainda passa por um processo de observação e reflexão. Obviamente, qualquer processo de fortalecimento será muito bem-vindo.

Folha Dirigida - O que poderia ser feito para integrar mais a atuação do CNE junto ao Governo federal?
Edson Nunes - Não sei se é desejável que o conselho esteja envolvido nas decisões da política educacional. Mas, como órgão consultor, seria interessante que ele participasse das conversas, pois trata-se de um órgão direto do ministro. Mas a resposta seria a seguinte. No governo passado e no atual, faltam uma concepção de harmonia entre Conselho, MEC e os órgãos regulatórios. Tudo é muito fragmentado.

Portal Universia
28/05/2004

Parcerias aceleradas
Agência da Unicamp sai a campo para transferir tecnologia produzida na universidade
Por Marili Ribeiro

Boas idéias são essenciais. Mas, esquecidas nas gavetas, elas não rendem nem dividendos nem conforto, em especial no caso específico das que resultam em ganhos tecnológicos e podem ser incorporadas a produtos e serviços para o mercado consumidor. Na luta contra esse descompasso, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) resolveu agilizar ainda mais a comercialização das 297 patentes que possui como resultado do trabalho de seus pesquisadores. Para tratar disso, a universidade contratou uma profissional com experiência na área, Rosana Ceron Di Giorgio, que assumiu a função de diretora de Propriedade Intelectual da Agência de Inovação da Unicamp (Inova). A meta prevista por ela é licenciar dez patentes por ano. Uma tarefa árdua, a se considerar que, nos quase dez anos de existência do Escritório de Patente da universidade que precedeu a Inova, apenas seis delas foram licenciadas por grupos empresariais e já renderam mais de R$ 600 mil desde 1996 para a universidade.
Animada com as perspectivas do trabalho que tem pela frente, Rosana, desde quando chegou ao campus no final do ano passado, selecionou 70, entre as quase 300 patentes, que acredita poder mais rapidamente colocar à disposição de interessados em estabelecer parcerias com a universidade. Três delas, segundo a diretora de Propriedade Intelectual da Inova, estão com os contatos bastante avançados. "Acredito que logo estaremos assinando o primeiro contrato dessa nova etapa de ação mais agressiva da agência, que agora vai ao mercado oferecer o que tem no portfólio", diz ela. Rosana revela que o produto que deverá chegar às prateleiras, graças a um laboratório empenhado em fabricá-lo, serão as cápsulas à base de isoflavonas de soja, capazes de oferecer melhor absorção pelo organismo de seus benefícios no combate aos radicais livres. A patente da pesquisa que resultou na descoberta foi registrada graças ao trabalho de Yong Kun Park, do Laboratório de Bioquímica de Alimentos da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA).
Park pesquisa isoflavonas de soja desde 1998. Ele conta que, há pouco mais de três anos, cerca de 20 empresas norte-americanas produzem derivados de soja para alimentação em razão de sua comprovada atividade de redução e controle de colesterol e da pressão sangüínea. Segundo o pesquisador, o Brasil tem condições ideais para produzir grande variedade de alimentos derivados de soja, afinal detém quase 17% da produção mundial dessa leguminosa. O contrato para transferência de tecnologia está prestes a se tornar realidade.

segunda-feira, maio 24, 2004

Search Engine Builder Standard 2.06

Crie uma máquina de busca para sua página web. Muitos dos visitantes do seu site vão atrás de informações específicas. E se eles não conseguirem ou demorarem muito para encontrá-las? Com certeza você perderá visitantes com isso. Com a ajuda deste programa isso não mais acontecerá, com alguns cliques você configura e cria uma máquina de busca particular. Possui utilitário de instalação e desinstalação.

Informações Adicionais:
Este programa chamava-se Cool Search Maker em versões anteriores.

Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP

Informações para quem deseja registrar/comprar:
Este software é um Shareware que tem algumas funções limitadas ou prazo de expiração. Você pode opcionalmente deixar este software totalmente funcional adquirindo uma licença de US$59,95. Clique aqui se você quer comprá-lo e receber a versão registrada, totalmente funcional ou sem prazo de expiração.


Você recomenda este software?
Clique aqui para enviar sua opinião e dar suas notas


Opções de download
www.qwerks.com (SearchMakerSetup.exe)
aleadsoft.fileburst.com (SearchMakerSetup.exe)
www.aleadsoft.com (SearchMakerSetup.exe)

Para realizar o download, escolha um dos servidores acima, clicando no link normalmente que a próxima página fará o download imediato ou redirecionamento para seu gerenciador e ainda trará o link direto.
Publisher: Sea Moon Technology,Inc.
Publicado em: 29.05.2002
Atualizado em: 24.05.2004
Tamanho: 458,98 kb
Categoria: Ferramentas de programação variados
Distribuição: Shareware
Preço: US$ 59,95
Expira em: (Não Disponível)
Downloads: 662

Do mesmo autor:
. Advanced Pic Hunter 1.55
. EZ Extract Resource 1.89
. EZ Mp3 Recorder 1.30
. Search Engine Builder Professional 1.88

Links relacionados:
. Página do desenvolvedor
. Softwares Relacionados
. Registre o Search Engine Builder Standard!
. O que é Registro?
. O que significa Shareware?

sábado, maio 22, 2004

São Paulo, sábado, 13 de março de 2004

MEANDROS DA INFLUÊNCIA
A importância do pensamento francês na América
VLADIMIR SAFATLE

Compreender o processo de formação do pensamento nacional a partir da peculiaridade dos nossos regimes de recepção das idéias européias: esse programa de estudos conta hoje com uma verdadeira tradição bibliográfica que encontra suas raízes nos trabalhos pioneiros de Antonio Candido sobre os desrecalques localistas responsáveis pela formação da literatura brasileira. Fenômeno de recepção que não é apenas nacional, marcando a dinâmica de formação de países de economia periférica, o movimento de migração das idéias européias tem um eixo de especial importância na história cultural da América Latina: os desdobramentos do pensamento francês. É a fim de oferecer um balanço e indicar novos pontos de fuga de tal eixo que chega às livrarias "Do Positivismo à Desconstrução - Idéias Francesas na América". O livro é composto por nove artigos. Três referências centrais balizam seu campo de análise: o destino dos ideais positivistas no Brasil, o balanço do que foi deixado pela missão francesa de fundação da Universidade de São Paulo e o debate atual em torno da recepção daquilo que o mundo anglo-saxão chama de "pós-estruturalismo", ou seja, a constelação heteróclita que gira em torno dos pensamentos de Deleuze, Derrida, Lyotard e Foucault. No entanto o livro se abre também para a análise de outras questões pontuais como: o impacto da idéia de "latinidade" na América do Sul (Regina Salgado Campos), a decadência da influência francesa no início do século 20 (Denis Rolland) e a articulação entre Alejo Carpentier e o surrealismo de Pierre Mabille (Irlemar Chiampi). Sobre o problema da aclimatação brasileira do positivismo, Alfredo Bosi oferece um ensaio com vasta pesquisa historiográfica visando a identificar o viés modernizador assumido pelo movimento em solo nacional. Por sua vez, vários artigos são dedicados à análise do legado da missão francesa de fundação da USP. Heliana Angotti Salgueiro analisa a atualidade da geografia urbana de Pierre Monbeig, além de articulá-la com os padrões de urbanismo de Aarão Reis. Carlos Guilherme Mota evoca o panorama de formação do pensamento historiográfico uspiano a partir do contato com historiadores franceses. Maria Isaura P. de Queiroz fornece um depoimento pessoal a respeito de Roger Bastide.

PÓS-ESTRUTURALISMO
Com os artigos de Olgária Matos e de Leyla Perrone-Moisés adentramos no terceiro momento da história da recepção brasileira do pensamento francês: a absorção do pós-estruturalismo. O próprio uso do termo guarda uma certa ironia. "Pós-estruturalismo", como bem lembra Leyla Perrone-Moisés, é um termo cunhado pelo mundo anglo-saxão e simplesmente desconhecido no cenário francês, que sempre fez questão de ressaltar a inexistência de grandes linhas comuns entre, por exemplo, a desconstrução de Jacques Derrida e a filosofia da imanência de Gilles Deleuze (de forte inspiração espinosista). O próprio uso entre nós do termo "pós-estruturalismo", com sua agenda vinculada aos "cultural studies" norte-americanos (feminismo, pós-colonialismo, pós-modernismo etc.), indicaria uma inusitada "importação de segunda mão" das idéias francesas via EUA. No entanto a teoria da importação de segunda mão não dá conta das estratégias de leituras que estão em jogo na absorção nacional da última leva do pensamento francês. Nesse sentido, o artigo de Olgária Matos é sintomático por lançar luz sobre um aspecto fundamental, mas normalmente negligenciado, da experiência intelectual da filosofia francesa contemporânea. Ele demonstra que as experiências intelectuais de Foucault, Derrida e Deleuze são marcadas, principalmente, por uma problematização filosófica de métodos de leitura de textos da tradição. Ou seja, se há algo que as une, trata-se de uma partilha de método, e não exatamente uma partilha de objetos ou programas positivos. Um problema de método a que só alguém formado na tradição da filosofia universitária francesa (Martial Guéroult, Victor Goldschimidt) poderia ser sensível. Isso pode nos explicar a razão pela qual tal discussão nunca norteou os debates norte-americanos. O que mostra a singularidade do debate brasileiro em torno da desconstrução em relação ao cânone atual da agenda anglo-saxã. O saldo do livro pode ser então compreendido como um indicativo a respeito da configuração atual do cenário universitário brasileiro e suas possibilidades abertas. Se é verdade que o tempo da influência monolítica francesa em nossos departamentos está definitivamente superado, não foi exatamente para colocar em seu lugar outra influência monolítica. Um certo ritmo próprio de processos de recepção foi capaz de se instalar, um conjunto de questões foi conservado, ao mesmo tempo em que a pesquisa universitária brasileira desenvolvia maior sensibilidade para outras tradições de pensamento. Aos poucos, a angústia da influência depôs suas armas.



--------------------------------------------------------------------------------
VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP.

Do Positivismo à Desconstrução - Idéias Francesas na América Leyla Perrone-Moisés (org.) Edusp (Tel. 0/xx/11/30914008) 304 págs. R$ 36,00

Bolsas no Japão
A Embaixada do Japão estará recebendo de 1º a 25 de junho inscrições para o programa de bolsas de estudos, nos níveis de graduação, pós-graduação, escola técnica e cursos profissionalizantes em diversas áreas, para o ano acadêmico de 2005. O regulamento está disponível no site da embaixada: www.br.emb-japan.go.jp.

xmlns:o="urn:schemas-microsoft-com:office:office"
xmlns:w="urn:schemas-microsoft-com:office:word"
xmlns="http://www.w3.org/TR/REC-html40">



















 



src="Working%20Papers_arquivos/image002.gif" v:shapes="_x0000_i1025">style='mso-tab-count:1'>            style='font-size:13.5pt;font-family:Arial;color:black'>Workingstyle='font-size:13.5pt;font-family:Arial;color:black'> Papers        
editor:
Aurora Teixeira (ateixeira@fep.up.pt)



 href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/regras.htm">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>Regras de ediçãostyle='color:black'>



style='color:black'> 



style='color:black;display:none;mso-hide:all'> 



146



Óscar Afonso e
Álvaro Aguiar,
href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/04.05.06_WP146_Afonso%20e%20Aguiar.pdf">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>Comércio Externo e Crescimento da Economia
Portuguesa no Século XX
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:PT;
mso-fareast-language:EN-US'>, May 2004



João A. class=SpellE>Ribeiro and Robert W. Scapens, lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:blue;mso-ansi-language:
EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/04.04.28_WP141_João%20Ribeiro.pdf">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>Power, ERP systems and resistance to
management accounting: a case study
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:EN-GB;
mso-fareast-language:EN-US'>, April 2004
style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Nº 140style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Sandra Silva, lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:blue;mso-ansi-language:
EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/04.03.12_WP139_SandraSilva.pdf">class=GramE>Onstyle='mso-bidi-font-size:12.0pt'> evolutionary technological change and
economic growth: Lakatos as a starting point for
appraisal
, March 2004



Aurora class=SpellE>Teixeira and Natércia Fortuna, lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:
EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp131.pdf">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>Human Capital, Innovation Capability and
Economic Growth
, July 2003.
style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Aurora Teixeira, lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:
EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp124.pdf">lang=PT-BR style='mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ansi-language:PT-BR'>Does class=SpellE>Inertia Pay class=GramE>Off? Empirical assessment of an evolutionary-ecological model of human
capital decisions at firm level
, March 2003.
lang=EN-US style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Alvaro Aguiar and Manuel M. F. Martins, lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:
EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp122.pdf">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>Trend, cycle, and non-linear trade-off in the
Euro Area 1970-2001
, March 2003.
style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Nº 121style='color:black;mso-ansi-language:EN-US'>



Aurora Teixeira, style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black;mso-ansi-language:EN-GB;
mso-fareast-language:EN-US'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp121.pdf">style='mso-bidi-font-size:12.0pt'>On the Link between Human Capital and Firm
Performance.
style='font-size:10.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Verdana;
color:navy;mso-ansi-language:EN-GB;mso-fareast-language:EN-US'> A Theoretical
and Empirical Survey



,
November 2002.


class=SpellE>style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 118style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;text-decoration:
none;text-underline:none'>



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp121.pdf">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>José Escaleira, lang=EN-GB style='color:black;mso-ansi-language:EN-GB;text-decoration:none;
text-underline:none'>lang=PT-BR style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy;mso-ansi-language:PT-BR'>A
Procura no Sector das Artes do Espectáculo. Tempo e
Rendimento na Análise das Audiências. Um Estudo para Portugal
lang=PT-BR style='color:black;mso-ansi-language:PT-BR;text-decoration:none;
text-underline:none'>, June 2002.
lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;
mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;text-decoration:none;
text-underline:none'>



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp118.pdf">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Nº 117style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;text-decoration:
none;text-underline:none'>



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp118.pdf">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Ana Paula class=SpellE>Serra, style='mso-field-code:" HYPERLINK \0022http\:\/\/www\.fep\.up\.pt\/investigacao\/workingpapers\/wp117\.pdf\0022 "'>style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy'>Event Study Tests: A brief surveylang=EN-GB style='color:black;mso-ansi-language:EN-GB;text-decoration:none;
text-underline:none'>, May 2002.



class=SpellE>style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 116style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;text-decoration:
none;text-underline:none'>



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp117.pdf">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Luís Delfim Santos
and Isabel Martins,
lang=PT-BR style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy;mso-ansi-language:PT-BR'>A
Qualidade de Vida Urbana - O caso da cidade do Porto
lang=PT-BR style='color:black;mso-ansi-language:PT-BR;text-decoration:none;
text-underline:none'>, May 2002.

lang=PT-BR style='color:black;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:
PT-BR;text-decoration:none;text-underline:none'> 110
style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;mso-ansi-language:
PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;text-decoration:none;text-underline:none'>



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>José Rodrigues de class=SpellE>Jesús, Luís Miranda da Rocha e Rui Couto Viana, style='mso-field-code:" HYPERLINK \0022http\:\/\/www\.fep\.up\.pt\/investigacao\/workingpapers\/wp110\.pdf\0022 "'>style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy'>Avaliação de Pequenas e Médias
Empresas e Gestão de Risco
, October
2001.

Nº 109



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp110.pdf">class=SpellE>Margaridastyle='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> de Mello and
Kevin S. Nell,
class=GramE>Thestyle='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy;mso-ansi-language:EN-US'>
Forecasting Ability of a Cointegrated VAR Demand
System with Endogeneous vs. Exogenous Expenditure
Variable: An application to the UK imports of tourism from neighbouring
countries
, July 2001.

Nº 108



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp109.pdf">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Cristina class=SpellE>Barbot, style='mso-field-code:" HYPERLINK \0022http\:\/\/www\.fep\.up\.pt\/investigacao\/workingpapers\/wp108\.pdf\0022 "'>lang=EN-US style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy;mso-ansi-language:EN-US'>Horizontal
Merger and Vertical Differentiation
style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>, June 2001.

Nº 107

Celsa Machado,
style='color:black;mso-ansi-language:PT-BR;text-decoration:none;text-underline:
none'>lang=EN-US style='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy;mso-ansi-language:EN-US'>Measuring
Business Cycles: The Real Business Cycle Approach and Related Controversies
class=GramE>,style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> May 2001.

lang=PT-BR style='color:black;mso-ansi-language:PT-BR;text-decoration:none;
text-underline:none'> 104

Helena Marques, class=SpellE>Thestyle='mso-bidi-font-size:12.0pt;color:navy'> "New" class=SpellE>Economic Theories,
May 2001.

101



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Paulo Beleza
Vasconcelos,
style='font-size:10.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Verdana;
color:navy'>Resolução Numérica de Modelos Macroeconómicos
com Expectativas Racionais
, 2000.

100



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Luis David
Marques,
style='font-size:10.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Verdana;
color:navy'>Modelos Dinâmicos com Dados em Painel: Revisão da Literatura
style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>, class=GramE>2000.

99



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>José Manuel
Moreira, Ética, Estado e Desenvolvimento Económico.
Heterodoxia e Ortodoxia
, 2000.

93



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Cristina class=SpellE>Barbot, Diferenciação Vertical, Concorrência e Bem Estar,
2000.

Cristina Barbot, Concorrência Potencial em Indústrias
com Diferenciação Vertical, 1999.

83



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Argentino Pessoa, « class=SpellE>Catch-up» Tecnológico, Investimento e Convergência class=GramE>Real : um Exercício de Contabilidade do Crescimento
Aplicado à Economia Portuguesa
, 1998.



class=SpellE>Helderstyle='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> Valente, A
Influência da Estrutura Financeira na Modelização do
Comportamento Estratégico das Empresas Industriais – Uma Primeira Abordagem,

1998.

72



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Mário Rui Silva e
M. Isabel Mota, Politique class=SpellE>d’Innovation: Questions
Fondées sur l’class=SpellE>Expérience Portugaise
, 1997.

71

Alexandre Sousa, Sistema Português da Inovação - Imagem para um
Enquadramento Analítico
, 1997.



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Ana Paula Ferreira
Ribeiro e Vitor Manuel da Costa Carvalho, Ciclos Políticos: Uma Revisão da
Literatura
, 1996.

63



class=GramE>Maria
Manuela Castro
e Silva, O Uso da Água, o seu Valor class=SpellE>Económico e o seu Preço, 1996.



class=GramE>Maria
Manuela Castro
e Silva, O Ambiente e a Contabilidade das Empresas,
1996.



class=SpellE>style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 56



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Carlos Pimenta, Economia,
Dialéctica e Caos
, 1996.

53



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Alexandre Sousa, O
Processamento Distribuido e a Classificação de
Entidades Económicas
, 1995.

52



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>José Manuel Lopes
da Silva Moreira, Epistemologia e/ou Socologia do class=GramE>Conhecimento : à Luz da Velha Disputa entre Economistas
e Sociólogos
, 1995.



class=SpellE>style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 50style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;text-decoration:
none;text-underline:none'>



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>José Manuel Lopes
da Silva Moreira, Ética e «Progresso» na Actividade
Económica :
Uma Proposta de Critérios de Avaliação
, 1995.



class=SpellE>style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 49style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman";color:black;text-decoration:
none;text-underline:none'>



style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'>Luis Manuel
Fernandes, Maria da Conceição Curado e Mário Pedro Leite, O Papel das
Infra-estruturas no Desenvolvimento Económico
Regional. Aplicação da Teoria de Hansen à Região
Norte de Portugal
, 1995.



href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp100.PDF">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 



style='color:black'>href="http://www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp100.PDF">style='color:black;text-decoration:none;text-underline:none'> 








quinta-feira, maio 20, 2004

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO LOCAL INTEGRADO SUSTENTÁVEL “EDUCAÇÃO-CULTURA-TURISMO”




















ESCRITÓRIO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS “ANDORINHA”






















Aldeia de Perocão
Guarapari-ES
2004






SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO 7
2. JUSTIFICATIVA 9
2.1. Formulação do problema 9
2.1.1. Agenda de problemas locais e regionais 9
2.2. Relevância do projeto 10
2.2.1 Alinhamento com políticas públicas locais e nacionais 13
2.2.2 Potencial para o enfrentamento de outros problemas de interesse local e regional 13
2.2.3 Potencial paradigmático 16
2.3. Impacto social 16
2.3.1. Transformações esperadas 16
Qualidade de vida 16
Potencial de autonomia e sustentabillidade 16
2.4. Abrangência geográfica 16
2.5. Caracterização populacional local 16
2.5.1. Aspectos demográficos 16
2.5.2. Aspectos sociais 16
2.5.3. Aspectos políticos 16
2.5.4. Aspectos ambientais 16
2.5.5. Aspectos culturais 16
2.5.6. Aspectos comportamentais 16
3. ATIVIDADES ANTERIORES 17
3.1. Da Associação Salvamar 17
3.2. Do Coordenador do Projeto 17
4. OBJETIVO GERAL 18
5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 19
6. METODOLOGIA EMPREGADA 20
6.1. Implementação de atividades 20
6.1.1. Procedimentos 20
6.1.2. Técnicas 20
6.1.3. Instrumentos 20
6.1.4. Outros aspectos metodológicos 20
Forma de atração dos públicos beneficiários 20
Forma de integração dos públicos beneficiários 20
Locais de abordagem dos grupos envolvidos 20
Locais de execução das atividades 20
Natureza dos agentes multiplicadores 20
Funções dos agentes multiplicadores 20
Mecanismos de participação comunitária 20
7. AVALIAÇÃO DE PROCESSOS 21
7.1 Qualitativa 21
7.1.1. parâmetros de avaliação no Setor Administrativo 21
7.1.2. Índices e parâmetros de avaliação no Setor Educacional 21
Qualidade dos materiais didáticos 25
Instrumentos de verificação 25
7.1.3. Índices e parâmetros de avaliação no Setor Cultural 26
7.1.4. Índices e parâmetros de avaliação no Setor 26
Turístico 26
7.2. Quantitativa 26
7.2.1. Índices e parâmetros de avaliação no Setor Administrativo 26
7.2.2. Índices e parâmetros de avaliação no Setor Educacional 26
Qualidade dos materiais didáticos 26
Instrumentos de verificação 26
Índices de aproveitamento escolar 26
Instrumentos de verificação 26
7.2.3. Índices e parâmetros de avaliação no Setor Cultural 26
7.2.4. Índices e parâmetros de avaliação no Setor 26
Turístico 26
8. AVALIAÇÃO DE RESULTADOS 27
8.1. Indicadores qualitativos 27
8.2. Indicadores quantitativos 27
8.3. Meios de verificação 27
9. AVALIAÇÃO DE IMPACTO 29
9.1. Efetividade das ações implementadas 29
9.2. Melhoria na qualidade de vida e bem-estar 29
9.2. Público-alvo direto 29
Curto prazo 29
Médio prazo 29
Longo prazo 29
9.2. Público-alvo indireto 29
Curto prazo 29
Médio prazo 29
Longo prazo 29
10. PARCERIAS E ALIANÇAS 30
11. EQUIPE TÉCNICA 32
11.1. Equipe Técnica principal 32
12. COMUNICAÇÃO DO PROJETO 34
12.1. Formas e meios de divulgação 34
12.1.1. Parceiros, líderes, autoridades governamentais e formadores de opinião 34
12.1.2. Público interno 34
12.1.3. Sociedade em geral 34
13. CRONOGRAMA 36
14. ORÇAMENTO DO PROJETO 37



ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1. Quadro de relações disciplinares disciplinares, funcionais e institucionais do modelo geral DLIS-ECT. 17


ÍNDICE DE TABELAS



1. APRESENTAÇÃO
A proposta deste Projeto é a de permitir a formulação e implementação de ações interventivas no interesse da promoção da qualidade de vida na região norte do município de Guarapari, no Estado do Espírito Santo, enfatizando inicialmente suas efetivação nos bairros Perocão, Jabaraí, Santa Mônica e Setiba.
As ações a serem propostas buscarão estabelecer ao máximo possível a integração de recursos materiais e financeiros para estimular, estabilizar e ampliar a capacidade de produção dos sistemas educacional, cultural e econômicos, na medida em que estes indiquem potencial de afetação sobre a região.
A metodologia de implementação contará com o reporte do referencial teórico empregado durante as etapas descritivas e explicativas do projeto, e na construção do modelo geral de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável baseado na matriz contextual “Educação, Cultura e Turismo” (ao qual nos referiremos apenas pela sigla DLIS-ECT). Esse modelo geral fornecerá ainda os parâmetros básicos para a formulação de circuitos sistêmicos e planos de ação, e os critérios iniciais de avaliação dos resultados previstos nas Metas Iniciais das ações de intervenção concernentes ao primeiro módulo de implementação.
A dinâmica básica de intervenção consistirá numa série de processos de abordagem, identificação e compatibilização de interesses, interação, relacionamento e produtividade. No encadeamento desses processos, serão procuradas, estabilizadas e estimuladas ocorrências de arranjos e cadeias produtivas alinhados de acordo com as normas de uma logística informacional operada a partir dos sistemas educacional, cultural e turístico.
Entre os resultados esperados, destacamos fundamentalmente a ampliação do capital, cultural, social e econômico da região norte de Guarapari, ressaltando os reflexos que esse ganho poderá ter sobre a qualidade de vida dos moradores das comunidades beneficiárias das ações do Projeto, e sobre o manejo sustentável de seu patrimônio histórico e natural.
Entre as atividades previstas, destacaremos inicialmente: a) a criação de um Escritório de Captação de Recursos (ECR) humanos, materiais e financeiros, em regime de autogestão; c) a criação de uma Agência Experimental de Midiatização (AMID) da Educação, da Cultura e do Turismo; c) prestação de serviços administrativos e midiáticos para a comunidade, com ênfase de intervenção nos sistemas educacional, cultural e turístico; d) multiplicação do conhecimento formado, a partir da criação de um programa de formação, estabilização e ampliação de redes de relacionamentos junto a outras regiões do município de Guarapari, dos municípios vizinhos (o que diz respeito aos municípios da região Sul, principalmente Anchieta, Piúma, Marataízes, Alfredo Chaves, Domingos Martins e...; e também os municípios da região da Grande Vitória, constituída por Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana), e ainda de outras regiões com perfil produtivo compatível com a matriz DLIS-ECT.
Quanto ao investimento solicitado, apresentamos um orçamento geral, mas modulado de tal forma a que o patrocinador possa selecionar as proposições que mais se identifiquem com o perfil do Programa Petrobras Fome Zero.
Em termos de quantificação, o portfólio inicial de ações do Projeto DLIS-ECT será de XXX cursos, XXX oficinas, XXX seminários, ec., alem de artigos de divulgação publicados em revistas acadêmicas e de veículos de circulação mais ampla, a criação de um escritório especializado na realização de procedimentos para a captação de recursos, uma agência experimental de midiatização, uma rede-piloto de cineclubes escolares e universitários, uma escola livre de artes e artesanato, reativação de uma biblioteca comunitária, etc.
2. JUSTIFICATIVA
2.1. Formulação do problema
A região norte do município de Guarapari sofre os problemas típicos de uma zona urbana periférica, e de uma arrastada situação econômica recessiva: há poucas oportunidades de trabalho na região; as alternativas tradicionais de geração de renda tendem a ser prejudiciais ao equilíbrio ambiental; os baixos níveis de escolaridade e de qualidade de ensino potencializam o quadro de riscos culturais, sociais e econômicos. O patrimônio natural dos ecossistemas locais encontra-se razoavelmente conservado, ou mostra-se recuperável, mas a perspectiva de uma nova onda migratória, impulsionada sobretudo pela exploração do petróleo em território capixaba, pode induzir ou acelerar o processo de desagregação comunitária decorrente de movimentos bruscos de capitalização regional (o que tenderia a reforçar as dinâmicas atuais de concentração de renda, que favorecem os grupos e as estratégias cartelistas e clientelistas responsáveis pela baixa produtividade econômica, cultural e educacional da região).
Somem-se a todos esses aspectos as feições de uma tradição turística calcada no modelo do “veraneio”, e a ação de um trade turístico de concepções obsoletas sobre o patrimônio natural e cultural da região, e teremos um primeiro retrato da situação problema vivida pelos moradores da região norte de Guarapari.

2.1.1. Agenda de problemas locais e regionais
Por mais alarmista que possa soar, a região norte, assim como o município de Guarapari e boa parte dos municípios do Estado do Espírito Santo aguardam, num misto de expectativa e apreensão, os efeitos que a chegada da “indústria do petróleo” poderão provocar sobre o cenário local e regional.
No caso específico da região norte do município, a ameaça mais urgente talvez seja a da ocorrência de uma onda migratória e de uma supervalorização econômica do patrimônio imobiliário da região, o que causaria ou aceleraria o desmantelamento comunitário, acarretando, também, a neutralização e/ou a extinção do sistema cultural local, com seus mais de quatro séculos de fixação e afetação sobre a região.
Combater a desintegração de um sistema local de identidades parece-nos um fator fundamental para o processo conscientização e manejo ambiental da região, bem como para o estabelecimento de redes sociais capazes de defender modos de produção educacional, cultural e econômica, de forma integrada e sustentável.
• Ver com Belini e demais moradores. Ver anotação “Demandas da comunidade”
2.2. Relevância do projeto
A relevância deste Projeto pode ser descrita em termos gerais (na medida em que se possa compreender o motivo de sua eleição como estratégia importante na conversão e integração de agendas de problemas locais e regionais); pode também ser descrita em termos de ganhos metodológicos (na medida em que discutirá a caracterização de instrumetnos descritivos, explicativos, metodológicos, aplicados, interventivos e avaliativos compatíveis com as matrizes metodológicas invocadas para apresentar sua concepção); por fim, a relevância deste Projeto poderá também ser avaliada nos termos da relevância específica de cada área de atuação, a saber:
a) Sistema Administrativo – a criação de um escritório especializado na realização de procedimentos de captação de recursos humanos, materiais e financeiros, concebido como um laboratório autônomo de aprendizagem e estruturado como uma empresa júnior trans-institucional, permitirá a qualificação de jovens estudantes para a defesa dos interesses das comunidades da região. A implantação de metodologias de trabalho baseadas na utilização de sistemas de gestão de recursos, de informações e de pessoas; a aplicação de uma lógica de redes de relacionamentos; o estímulo à constituição e integração de redes sociais e de relacionamentos; a implantação de sistemas de autogestão e de gestão participativa nas diversas instâncias de atuação do Projeto; todas as diretrizes administrativas do Projeto, enfim, visam a assegurar que a comunidade tenha meios de identificar, explorar e avaliar o uso integrado e sustentável dos recursos disponíveis nos sistemas educacional, cultural e turístico.
b) Sistema Educacional – a criação de uma divisão funcional específica, encarregada de propor e executar atividades de “midiatização da educação”, permitirá, entre outros: um aumento sensível na disponibilização de informação, a custos acessíveis, aos usuários do sistemas compreendidos como frentes de ação do Projeto. Destacaremos inicialmente os seguintes pontos: a aproximação entre os agentes do sistema educacional local; a aproximação entre os agentes do sistema educacional, não apenas em nome da defesa de interesses econômicos e dos direitos políticos das categorias profissionais ligadas à Educação, mas, também e principalmente, em nome de uma vinculação identitária e societária mais ampla, que colabore para a recuperação da imagem funcional do professor e institucional do sistema escolar; a complementação e suplementação de estudos através de um programa de formação continuada (realizado em parceria com as faculdades J.Simões, XXX e XXX); o aumento da visibilidade econômica dos agentes educacionais no contexto de consumo local eregional; incremento nas relações escola-comunidade, escola-escola, escola-empresa; a ampliação da compreensão do espaço escolar como ambiente amplo de formação cultural e de qualificação para o mercado de trabalho.
c) Sistema Cultural – o mapeamento de espaços culturais e a utilização de estratégias para a formação de agentes culturais locais; a recuperação de documentos e memórias ligadas aos sistemas culturais instalados na região; o estímulo à interação entre ações educativas e culturais; o estímulo à interação entre ações culturais e econômicas, com ênfase na criação de atrações e roteiros turísticos; o resgate de um imaginário local e o reconhecimento de sistemas de pertença entre os moradores da região; a aplicação da noção de “capital cultural” às dinâmicas do sistema cultural local e regional; a utilização de estudos para a identificação da viabilidade e do potencial econômico de matérias-primas e da atividade artística e artesanal da região; a recuperação e a reorientação no uso de técnicas artesanais disponíveis aos moradores da região, com ênfase na recuperação de técnicas em vias de extinção; registro e disponibilização de repertórios locais de música e folclore (empregando estratégias de midiatização); recuperação iconográfica e histórica da região.
d) Sistema econômico – ampliação da compreensão do patrimônio natural e histórico como potencializador de produtividade econômica no trade turístico local e regional; utilização de estratégias de qualificação profissional como alternativa de valor agregado aos serviços turísticos, em particular, e comerciais, em geral; estudo de alternativas de compatibilização entre jornada de trabalho e estratégias de formação continuada; ampliação da carteira de produtos turísticos (incluindo de produtos culturais desenvolvidos pela comunidade ou pela agência de midiatização); estímulo à formação e/ou a consolidação de cooperativas e arranjos produtivos, como forma de diminuir custos e garantir índices de qualidade para a oferta de produtos e serviços turísticos; emprego de qualificação profissional como estratégia socioeducacional ampla; estímulo à formação de convênios entre escolas, empresas, organizações não-governamentais, órgãos e serviços públicos, visando ao aumento de acesso aos recursos educacionais, ao poder de consumo de bens culturais e de serviços turísticos, na região e forma dela, pelos beneficiários do projeto.

2.2.1 Alinhamento com políticas públicas locais e nacionais

• Sintetizar definições de políticas, intenções e objetivos, e compatibilidade com o projeto DLIS-ECT

2.2.2 Potencial para o enfrentamento de outros problemas de interesse local e regional
Na medida em que o projeto se estrutura como um conjunto mutável e modulável de ações, e na medida em que um problema se mostre solucionável a partir de alguma das frentes de trabalho por ele estabelecidas, assumimos que nosso interesse por ações diretas será sempre determinado pelo potencial de abordagem educacional, cultural e/ou econômica, associado ao problema identificado.
De forma geral, podemos dizer que o maior potencial do projeto consiste nas diversas possibilidades de aplicação de sua metodologia e de seu referencial teórico. Nesse sentido, nosso Projeto opta por segmentar seu portfólio de produtos a partir mesmo de sua estruturação metodológica, configurada pelas etapas que aparecem na Tabela 1:


ETAPA ÁREA OBJETIVOS PRODUTOS
DESCRIÇÃO Administração • Cartografar os recursos administrativos disponíveis na região








Educação
• Cartografar os recursos educacionais disponíveis na região Pesquisas exploratórias


Palestras e seminários
Cursos
Bolsas de estágio
Oficinas
Formação de grupos de estudo
Eventos acadêmicos com temática compatível em relação aos objetivos do Projeto (concepção e realização)



Cultura • Cartografar os recursos culturais disponíveis na região








Turismo • Cartografar os recursos turísticos disponíveis na região
Eventos acadêmicos com temática compatível em relação aos objetivos do Projeto (produção e execução)

















Uma outra maneira de apontar o potencial metodológico do Projeto é observar a forma como os diversos campos disciplinares, funcionais e institucionais (ver Figura 1) se articulam, nos espaços de interação configurados pelas frentes de ação propostas. Não obstante, a configuração do diagrama seria modificada, caso alterássemos as variáveis que delimitam o arranjo produtivo básico do projeto (que, ao invés de restringir-se à matriz ECT, poderia ser reformulada em outros termos, por exemplo EC-Agricultura, EC-Indústria, EC-Cidadania etc.).







Figura 1. Quadro de relações disciplinares, funcionais e institucionais do modelo geral DLIS-ECT.

2.2.3 Potencial paradigmático
No sentido de estabelecer um padrão de qualidade compatível com as pretensões expostas neste Projeto, esperamos que as ações por ele antecipadas venha a se configurar como um projeto acadêmico experimental, e utilizar esse status para garantir a aplicação de instrumentos de coleta de dados na maior quantidade possível de pontos de presença das ações por ele levadas a efeito.

Esperando que a participação de professores de todos os níveis de ensino seja de interesse de dirigentes dos mais diversos tipos de estabelecimentos de ensino e de gestores públicos da região (que, voltamos a insistir, permitiria a integração educacional, cultural e econômica entre o Sul do Estado, a região das serras e a Grande Vitória), contamos com um acompanhamento e um suporte contínuo para a depuração metodológica das ações planejadas e executadas, através de um sistema de avaliação comutado a um programa de visitas técnicas e de residências culturais que contará com a realização de seminários internos e externos (mas sempre públicos, na execução ou na divulgação dos resultados) de avaliação e formação de multiplicadores.
(No longo prazo – de três a cinco anos –, estudamos a possibilidade de consolidar as atividades acadêmicas acopladas ao Projeto DLIS-ECT como um programa complementar e suplementar de ensino, pesquisa e extensão junto a diversas instituições de ensino superior, médio e fundamental, locais, regionais e nacionais. Na medida em que haja demanda e disponibilidade de recursos, elas passarão a ser oferecidas como habilitações em cursos superiores cujas grades curriculares aproveitem o know-how constituído pelo projeto, e de um curso de extensão lato sensu totalmente voltado para a formação de gestores e consultores de projetos e ações compatíveis com a matriz DLIS-ECT.)
A utilização de uma solução em TI para a representação e o gerenciamento de uma árvore de conhecimentos (Lévy e Authier, XXX) capaz de integrar a comunidade, os agentes educacionais, os agentes culturais e os agentes econômicos, será também utilizada para disponibilizar todos os dados possíveis a respeito do Projeto e de seus resultados.

A descrição das etapas metodológicas, apresentada pela Tabela 1, pode nos servir para exemplificar as diversas possibilidades de adequação dos referenciais teórico e metodológico, das possíveis associações multi-, inter- e transdisciplinares, multi-, inter- e transfuncionais, multi-, inter- e trans-institucionais deles decorrente.
2.3. Impacto social
Entendendo “impacto social” como o conjunto de efeitos perceptíveis das ações do projeto sobre os grupos que dela participam, seja como agentes ou como beneficiários, empregaremos instrumentos de coleta, análise e tratamento de dados específicos para cada cartografar os diversos contextos sociais (escola, trabalho, consumo, cultura, religião, lazer, esporte, etc.), os quais serão, por sua vez, utilizados como representações para moldar não apenas árvores, mas verdadeiras simulações de ecossistemas de conhecimentos, integrados funcionalmente como redes de relacionamentos.
Poderemos analisar, então, o impacto social gerado pelas ações do Projeto não apenas sob uma perspectiva global de melhoria na qualidade de vida e de índices de desenvolvimento humano das comunidades diretamente beneficiárias das ações do Projeto, mas também nos grupos que entrarão em processo de interação com essas comunidades (e, também, entre elas mesmas):
a) Comunidades locais: melhoria nos índices de qualidade de vida e de desenvolvimento humano. Fortalecimento de um sistema de identidades local.